terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

A IMPORTÂNCIA DA QUALIDADE EM TEMPOS DE CRISE

Nós brasileiros em geral e juizforanos em particular não estamos lá muito acostumados a eleger esse tema como importante em nossas vidas.
Nossa tendência é a de descansar eternamente no berço esplêndido da tão decantada fartura existente no Brasil.
O tempo vai passando e, tanto na vida privada como na vida pública, descuidamos da importância que devemos dar à correta utilização dos recursos empregados na consecução de atividades diárias de nossas vidas.
Em tempos de crise, todavia, esse desperdício que nos é tão peculiar, contribui para piorar a situação de nossas finanças pessoais e, na esfera pública, para perpetuar a péssima qualidade dos serviços públicos que nos são oferecidos.
Ando pela ruas de Juiz de Fora e fico intrigado com o modo pelo qual alguns órgãos públicos municipais, entre eles, Cesama, Demlurb e Empav, principalmente, treinam seus funcionários, utilizam seus equipamentos e executam suas tarefas.
É revoltante para dizer o mínimo e vergonhoso para não me alongar nas ofensas.
Já tive o ímpeto de fazer uma pesquisa para tentar constatar qual é a porcentagem de buracos na rua que se originaram de intervenções mal executadas pelo Cesama, isso porque, basta parar na rua e observar o trabalho deles.
A impressão que se tem é que os buracos são abertos sem a menor preocupação com a preservação do seu entorno. Os operadores destroem tudo em volta, seja árvore, meio-fio, canaleta, etc.
Acredito, pois não tenho certeza, que não há o menor planejamento para decidir como efetuar a incisão na malha asfáltica, como minimizar a intervenção e, muito menos, para escolher qual é melhor forma de consertá-la.
Feito o serviço, nossos valorosos, mas muito mal treinados servidores, vão se embora e deixam terra, lama e poeira para trás, até que, algum dia, alguém da Empav seja chamado a ir até lá e colocar aquele "murundu" "costela" ou qualquer outro nome que se queira dar àquela "coisa" que colocam por cima do buraco, isso se os próprios automóveis, chamados involuntariamente para trabalhar como rolo compressor, não desfizerem o serviço feito, obrigando a equipe a retornar ao mesmo local.
Fico imaginando o quanto economizaríamos se a Cesama treinasse e cobrasse melhor eficiência de seus funcionários nesse sentido e, ao mesmo tempo, desenvolvesse técnicas menos grotescas de intervenção na malha rodoviária urbana.
Quem sabe com isso, não sobrasse um pouco mais de dinheiro para conceder os reajustes salariais necessários aos servidores, bem como, para atender às demais necessidades da sociedade juizforana.
Para quem pensa que isso é idiossincrasia, é pensar pequeno, sugiro que vá a Suiça ou qualquer outro país desenvolvido, ou então, pesquise na internet, para descobrir como é que se tapa um buraco no primeiro mundo; posso adiantar que se trata de uma cirurgia no asfalto, que costuma não deixar nem a cicatriz do corte.
E isso ai, se queremos melhorar o país, temos que exigir mais e parar de nos contentarmos com serviços públicos de terceiro mundo, quando sabemos que a apropriação de riquezas pelo Estado é de primeiríssimo mundo.
Francisco Belgo

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